Incauto espécime, alvejado foste!
Ceifaram tuas míseras certezas,
Morosamente urdidas pela fé.
Dialética falaz, entorpecente.
Pensamentos quedos, alquebrantados.
Subvertida razão - seiva venéfica
Dos homens. A ti julgavas liberta,
Imune ao cataclismo atroz do meio.
Pandora, decerto, apraz-se burlesca.
O vil mortal, a si postergar, sonha.
Seus desígnios não divisam o eterno.
Seguem os segundos, cambaleantes.
Cada pegada camufla um milagre...
Uma bênção que nunca se repete!
[MAON]

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